Jorge Sampaio deixou “desafio” na abertura do 3.º Encontro

Jorge Sampaio, o antigo Presidente da República, gostava ver os temas ligados ao desenvolvimento sustentável abordados nos livros de literatura para jovens e crianças nos países que falam português e deixou o repto a todos os agentes e leitores dos países da Lusofonia.

O “desafio” foi deixado pelo Presidente da Comissão de Honra do 3.º Encontro de Literatura Infanto-Juvenil da Lusofonia, esta manhã, durante a sessão de abertura evento promovido pela Fundação “O Século”, que decorreu no Auditório Comendador Rui Nabeiro.

“Vejo aqui um potencial reforço da transversal dos vários objetivos do desenvolvimento sustentável cujo teor poderia ser integrado na literatura infanto-juvenil, comum aos países da CPLP. É este desafio que gostaria de deixar aqui aos escritores, às escolas, às bibliotecas, às editoras, aos criadores, aos contadores, aos leitores e ouvintes de histórias”, explicou Jorge Sampaio.

Temas não faltam. E o Presidente da Comissão de Honra do 3.º Encontro enumerou-os um a um. Educação; igualdade de género; redução das desigualdades; construção de cidades e comunidades sustentáveis; alterações climáticas; proteção da vida marítima e terrestre; e sociedades pacíficas.

O antigo Presidente da República estendeu, ainda, este “desafiou” à CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa para que organize “um concurso de histórias destinadas ao público infanto-juvenil da Lusofonia, que integre a dimensão transversal dos objetivos de desenvolvimento sustentável, apoiando depois a sua divulgação”. “Esta poderia ser, por exemplo, uma forma interessante de fazer passar uma cultura de desenvolvimento sustentável, tão necessária para o desenvolvimento da humanidade, às gerações mais novas, aquelas de quem, afinal de contas, o nosso futuro depende”, sublinhou Jorge Sampaio.

Na sua intervenção, o Presidente da Comissão de Honra do 3.º Encontro de Literatura Infanto-juvenil da Lusofonia felicitou a organização e agradeceu “todo o trabalho realizado, o qual  conduziu a mais esta magnifica edição desta iniciava que está cheia de potencial e que se reveste de uma enorme importância”. Mostrando-se convicto de que “a literatura, e de resto a oratura, bem como outras artes, desempenham um papel fundamental no desenvolvimento dos indivíduos, enquanto cidadãos, na sua capacidade de articular vivências e darem sentido ao mundo”.

Por seu turno, Carlos Carreiras, o Presidente da Câmara Municipal de Cascais, começou por dar as “boas vindas” a todos os convidados e participantes no 3.º Encontro “uma utopia Vinda uma utopia que já se materializa pela terceira vez”.

“Estamos felizes por ser a sede deste debate”, referiu o autarca anfitrião do evento, que realçou atividade da Fundação “O Século”, apontando-a “uma instituição que muito prestigia Cascais, em dar corpo e este encontro de uma forma muito positiva, juntando aquilo que é a Lusofonia, um enorme Património”.

Carlos Carreiras lembrou, ainda, que “é uma Lusofonia que se reforça através de manifestações culturais e potencia o que temos de melhor, ou seja a partilha da mesma Língua, o que leva a que construamos pontes e não muros. Em Cascais temos essa capacidade de construir pontes, que nos aproximam das pessoas. E, por isso, a Fundação ”O Século” está de parabéns”.
A sessão contou com a apresentação da atriz e modelo Liliana Santos – a Embaixadora da Fundação – contou ainda com a presença dos representantes das diferentes câmaras municipais, que aderiram ao evento. Na Cerimonia estiveram ainda presentes o Presidente da Fundação Millennium BCP, Fernando Nogueira, e Vítor Ramalho, Presidente da UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa.

Depois da sessão inaugural, arrancaram os trabalhos, com a primeira mesa a debater “As bibliotecas escolares e o futuro da promoção da leitura”. Este primeiro debate contou com a presença de Isabel Mendinhos (Rede de Bibliotecas Escolares), Fernando Pinto do Amaral (Plano Nacional de Leitura), e do escritor brasileiro Clovis Levi.